O meu cantinho!...

Não sou Poeta, não sou Professor, não sou Engenheiro e muito menos Doutor. Sou alguém que aprendeu a ser o que é, porque um dia me disseram que na vida o que realmente importa é ser eu próprio, confiar nos sentimentos e respeitar o que nos rodeia, ...as pessoas e ...o Mundo!

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sábado, fevereiro 24, 2007

O Atum.

Foto de CMatosHoje resolvi falar sobre o Atum, … bem será mais sobre a minha relação com o Atum.
Para começar teremos de recuar muitos anos, até à minha infância, e depois viajar com os tempos de volta. Cá vai:
Em criança, não se gosta de nada pelo simples facto de nunca se ter provado. Enquanto que umas coisas, porque cheiram bem ou são agradáveis à vista, nos apressamos a testar há outras que insistimos teimosamente em dizer que não gostamos mesmo sem as experimentar. Assim foi com o Atum. O tempo foi passando até que um dia (existe sempre um dia), quis o acaso, experimentei … e não soube mal de todo. Fui petiscando e apercebendo-me que, tal como em tudo o resto, existiam vários tipos, com vários sabores e formas, embalados de forma mais ou menos apelativa. No entanto tendemos sempre a ter um favorito e sem saber muito bem porquê o “Bom Petisco” foi ficando como o mais … digamos, apelativo. E assim foram passando os anos, sem dar conta, aumentando gradualmente o consumo, até que, numa determinada altura da vida, durante uns dias de férias passados com o meu irmão aconteceu! Éramos os dois péssimos cozinheiros (eu ainda o sou), e as refeições passaram a ser invariavelmente constituídas por Atum e salsichas, ora se comia Atum com salsicha, ora salsicha com Atum, até o meu organismo começar a dar de si. Um desarranjo intestinal brutal, e um enjoo completo a Atum provocaram um abrupto e radical corte. A reacção imediata, foi a completa repulsa ao dito, mas quando melhorei um pouco, veio aquela tentação de dar uma “trinca” principalmente ao ver o prazer no rosto dos outros ao comer … mas aí surge o fantasma da dor, do mal estar, e fui resistindo até que essa vontade desaparece-se por completo. E assim se passaram anos sem que este peixe tocasse nas minhas papilas gustativas.
Aos poucos os acontecimentos vão ficando perdidos nas profundezas das memórias e o organismo restabelece a normalidade, é nesta fase que uma vez aqui outra ali, aos poucos o Atum volta a entrar na minha cadeia de alimentação, mas agora sabendo os malefícios fico sempre de pé atrás, atento aos exageros e excessos que soam na minha mente, qual farol do passado.

É impressionante como teimosamente tendemos em esquecer aquele velho ditado que reza mais ou menos assim:
«Tudo é bom desde que não em exagero!»
Digo isto não só em relação ao que metemos à boca, mas também em relação a tudo o resto na nossa vida.

10 Comments:

At 24 fevereiro, 2007, Blogger Amaral said...

Coitado do atum, Matos, que não tem culpa.
De mais a mais, agora na Quaresma pode servir para desenjoar.
Bom fim-de-semana
Abraço

 
At 25 fevereiro, 2007, Blogger Neoarqueo said...

Adoro atum.

 
At 26 fevereiro, 2007, Blogger carneiro said...

Experimente o Tenório. Posta em azeite virgem...

 
At 26 fevereiro, 2007, Blogger Pitanga Doce said...

Oh Matos, meu amigo, parece que comeste atum para o resto da vida...hehe mas olha que é um bom petisco (sem trocadilho)com um pão fresquinho, umas rodelas de cebola por cima e azeitonas (só não pode beijar depois)e uma tacinha de vinho branco, é claro.
Quanto aos dotes culinários, teus e do teu irmão, lembro-me de que o rapaz em Coimbra já fez sanduiche de macarrão que sobrou do almoço. Oh, vida de estudante!!!

abraços e vai um atum aí?

 
At 26 fevereiro, 2007, Blogger JL said...

Quem diria... um escuteiro que não gosta de atum :-)!
Pois eu gosto, com chícharos, com cebola crua e fresco grelhado!
Um abraço

 
At 26 fevereiro, 2007, Blogger CMatos said...

Não é verdade JL!
Um dos meus petiscos favoritos até é Chicharros (ou ciclistas) com atum e ovo (sem cebola) e bem regado com azeite.
Esta história pretende apenas traçar um paralelismo com alguns acontecimentos recentes da minha vida pessoal.
Já agora, há algum tempo que não estou no activo do escutismo, estando agora no "passivo"... Lê outra vez o post mudando o nome ao "Atum" e alterando alguns períodos temporais e já percebes porquê!

 
At 26 fevereiro, 2007, Blogger CMatos said...

No entanto esta história do Atum, não deixa de ser verdadeira!

 
At 28 fevereiro, 2007, Anonymous Anónimo said...

Prezo muito esse "ditado"!
Tão verdadeiro! Em tudo na vida é assim...o exagero nunca é bom!

Hum, eu cá gosto de Atum, mas por acaso é raro comer!

Resta-me desejar-te, bom apetite
lol :)

Beijinhos*

 
At 28 fevereiro, 2007, Blogger BlueShell said...

O atum tem muitos nutrientes....

Grata pela visita. Volto assim que meu trabalho deixar!
Beijos azuis!
BShell

 
At 01 março, 2007, Blogger Pitanga Doce said...

Olá Blueshell, há dias venho tentando comentar no seu cantinho e ...nada! Diga lá ao Google que me conhece. hehe

 

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