O meu cantinho!...

Não sou Poeta, não sou Professor, não sou Engenheiro e muito menos Doutor. Sou alguém que aprendeu a ser o que é, porque um dia me disseram que na vida o que realmente importa é ser eu próprio, confiar nos sentimentos e respeitar o que nos rodeia, ...as pessoas e ...o Mundo!

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Quinta-feira, Julho 16, 2009

Jorge Matos

É com enorme e redobrado orgulho que aqui publico esta informação:

Um “filho” de Santiago de Cassurrães de nome Jorge Matos entrou este ano de 2009 para a “Nike Academy”.

O Jorge Matos a residir há alguns anos em Londres com a sua família, que por terras de sua Majestade procuram o que Portugal não lhes deu, está a viver o que, imagino eu, é o sonho da sua vida. Conseguiu entrar para a Academia da Nike patrocinada pela Super Liga Inglesa, integrado num lote de 23 jovens seleccionados de entre várias centenas, tendo agora o privilégio de conviver com algumas das estrelas do futebol Inglês e ser treinado por uma equipe de profissionais, com vista à sua evolução pessoal como futebolista podendo este ser o inicio de uma carreira promissora. De salientar que ao longo destes anos em Inglaterra o Jorge tem sempre procurado estar activo neste desporto, onde desde cedo mostrou capacidades, qualidades e motivação, integrando várias equipas escolares e não só, tendo já alguns títulos em Inglaterra, nomeadamente ao nível do Futebol de 7.
A entrada nesta prestigiada academia, é uma enorme porta que se abre rumo ao futuro. Com treinos periódicos no não menos prestigiado clube “Manchester United”, o Jorge não quer de momento descurar a sua formação académica, nem esse é o objectivo da “Nike Academy”.

E o que é a “Nike Academy”?
Traduzindo do Inglês por minhas palavras, digamos que é um programa profissional e dedicado de alto nível dirigido pela Nike e pela Super Liga Inglesa para ajudar alguns talentosos e empenhados jogadores promissores do futebol, com vista ao desenvolvimento técnico, físico e psicológico de cada um. É onde jogadores talentosos aprendem como tirar partido de todo o seu potencial.

Alguns Links informativos (Em Inglês):

Algumas fotos:

(Assinatura de contracto)

(Toda a equipa - o Jorge é o 3º de joelhos a contar da direita)

(Jorge Matos - Ele Mesmo!)

(O Perfil do Jorge segundo o seu treinador)

(Os treinos)

Jorge, como teu Padrinho e Tio, aqui expresso a minha satisfação e te endereço aquele abraço e o desejo de que todos os teus desejos e sonhos se concretizem. Os parabéns também aos teus papás babados, que apesar de todas as contrariedades da vida, te têm apoiado e sabiamente encaminhado pelos caminhos tortuosos próprios da juventude. Um beijinho especial de toda a família, que deste lado do mundo não vos esquece.


Força Jorge, parabéns papás e beijinhos Beatriz.

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Terça-feira, Julho 14, 2009

Obras...

Neste último ano a Capela da Nossa Senhora de Cervães e seu adro têm sofrido várias obras, umas de restauro outras não, umas programadas outras não. Foi a recuperação/restauro do telhado da capela, foi (por consequência) o alargamento do portão de entrada no adro (que resultou num mamarracho, não me canso de dizer), foi depois a reconstrução do muro do adro derrubado pela queda de um cedro, e agora a construção de um altar exterior para celebrações campais.
A localização desta última obra é discutível, mas e desconhecendo o projecto, resta esperar que pelo menos a obra venha a dignificar este monumento nacional. Enquanto isso vamos acompanhando o evoluir, sabendo que neste campo (obras) o nosso pároco tem boas provas dadas...
Ficam as fotos:
Foto CMatos Foto CMatos

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Domingo, Julho 12, 2009

Expedição à Candeeira

(Parte 1 de 2)

Data: 4 e 5 de Julho de 2009
Local: Serra da Estrela
Participantes: 4 Trilhados (Carlos, Paulo, David, Lopes) e 2 Amigos (Zé Paulo, João)
Objectivo: Procurar “tesouros” (Geocaching) e “conquistar” o Vale da Candeeira

Fotos do 1º dia

Partimos das Penhas Douradas em direcção ao Vale das Éguas em amena cavaqueira, com o entusiasmo próprio do início de uma nova aventura na Serra da Estrela. Pouco depois do Vale das Éguas encontramos um grupo extenso de pessoas que vindas da Lagoa Comprida se dirigiam para as Penhas, por isso, em sentido contrário ao nosso. Alguns deles envergavam umas tshirts com uma inscrição, no mínimo, sugestiva - “Turismo do Garrafão” – sendo que alguns deles, aparentemente levavam a coisa a preceito.
Depois deste último contacto, fomos engolidos pela imensidão da Serra vigiados apenas por algumas aves de rapina, e vários pares de olhos que não víamos, mas sabemos estarem por lá, (exceptuando uma raposa que vimos mesmo, mas ao longe). A fome apertava, pelo que não tardou uma paragem para reabastecer os depósitos de combustível e aliviar as costas. Subindo e descendo fomos seguindo as marcas já conhecidas do trilho T11 e sem problemas foi alcançado o Vértice Geodésico do Curral do Martins, esse mesmo que ficou conhecido em 2005, se calhar com exagerado alarido pelas TVs, devido ao resgate de um grupo de escuteiros da zona de Lisboa que aqui se abrigou. Após uma pequena paragem para “cachar” descemos um pouco em direcção ao próximo objectivo – A Nave da Mestra. A entrada neste pequeno paraíso faz-se por uma estreita fenda que pelas entranhas de um maciço rochoso nos conduz a um “vale encantado”. Ao inicio apertada e com desnível acentuado, vai-se tornando gradualmente mais larga e plana. É como se estivéssemos a iniciar uma viagem ao centro da terra. Quando finalmente se volta à luz do dia com o vale lá em baixo parece estarmos a entrar num reino perdido, e de facto assim é: Ali existem várias construções brilhantemente dissimuladas aproveitando algumas cavidades rochosas, um muro que delimita a área e ao fundo uma pequena ribeira. Dizem que aqui viveu um Juiz, que fugindo da civilização encontrou neste lugar o refugio e a paz. Na construção principal lê-se perfeitamente a seguinte inscrição por cima da porta: “Dr. J.Matos – Barca Hirminius – 1910”. Aqui iríamos pernoitar, mas ainda havia o Vale da Candeeira a conquistar. Depois de um pequeno repasto, foram guardadas as mochilas na casa do Dr., e mais leves retomámos o caminho, primeiro em direcção ao VG do Piornal e depois contornando-o em direcção à encosta Norte da Candeeira. Pelo estudo das cartas topográficas, sabíamos que esta encosta é a mais difícil deste vale, conhecido como um dos mais inacessíveis da Serra, mas ao chegarmos ao topo de uma rocha ficámos de queixo caído. À nossa frente o chão desaparecia, caindo quase a pique por mais de 180 metros e lá bem no fundo o vale da Candeeira serpenteado pela ribeira do mesmo nome. Uma paisagem magnífica com os 3 cântaros (Raso, Magro e Gordo) perfilados e por trás destes as “bolas” da torre brilhando sob o sol de fim de tarde, à esquerda os Poios Brancos e as Penhas da Saúde e à direita, escondidas entre as rochas, as lagoas dos Cântaros e da Paixão.
Só havia uma maneira de chegar lá em baixo: ziguezaguear por entre os penhascos e descer, com cuidado e um passo de cada vez. Muito tempo depois, com alguns incidentes pelo meio mas que não provocaram danos físicos de grande monta, chegamos finalmente ao fundo. O GPS confirmava os cerca de 187 metros de desnível, e a localização do “tesouro” que ali nos levara. Tínhamos de atravessar a ribeira e subir um pequeno penhasco do outro lado, passando de permeio por um abrigo de pastores e respectiva cerca para o gado. E agora, como vamos voltar a subir aquela enorme parede? Era a pergunta que pairava no ar…
Depois de deixar a nossa marca e escondido o “tesouro” para outros aventureiros, e seguindo a sugestão do Paulo, dirigimo-nos confiantes a uma zona que parecia mais favorável aos 6 pequenos mortais, e de facto era o caminho certo já que ali encontrámos um trilho que subia, a pique é certo, encosta acima. Não foi fácil a subida, com as pobres bombas cardíacas dos mais velhos a chegarem a níveis assustadores e a obrigarem a paragens frequentes. Era uma corrida contra o tempo, já que a noite caía com a mesma rapidez com que a lua subia no horizonte, mas felizmente estava cheiinha! Era já noite, mas ainda assim quase dia, quando entrámos novamente nos domínios do Dr. J.Matos e podémos descansar o pobre esqueleto exausto e esfomeado. A seguir à janta, havia ainda que preparar os aposentos o melhor possível e tentar secar algumas botas que, sacaninhas, quiseram tomar uns banhos não programados. Recolhida lenha seca, escolhido o local, tomadas todas as precauções, acendeu-se uma pequena fogueira… dentro do aposento, e saiu asneira! A “chaminé” não defumava bem e aos tropelões tivemos de abandonar o abrigo para não sufocar tal a quantidade de fumo (onde é que já vimos isto?). O remédio foi aproveitar o tempo para uma “caça ao tesouro” que também por ali existe e esperar, esperar e desesperar, para que o braseiro deixasse de fazer fumo e pudéssemos finalmente tomar o tradicional chazinho acompanhado da bela bolacha e descer ao vale dos lençóis (o mais reconfortante de todos os vales)… passava das 02:00 da matina, quando o silêncio desceu à Mestra.
Continua...

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Sexta-feira, Julho 03, 2009

Notas históricas de Cassurrães

Santiago de Cassurrães – Terras Milenares

Foto CMatos
"Olhando bem de frente a Serra da Estrela e as terras de «Além-Mondego» a freguesia de Cassurrães, soalheira e fértil, estende-se desde os altos dos montes que a defendem dos ventos cortantes do Norte até às margens pedregosas do velho mundo dos celtas. Embora - que eu o saiba... - não tivessem surgido ainda, dentro dos seus limites, testemunhos da permanência do homem das épocas nebulosas da Pré-História, é muito natural que os enormes petro-glifos e os ásperos estevais da Pedra Aguda ou da Baralha guardem, até um dia, segredos de civilizações que por aqui estacionaram e se extinguiram sem terem deixado de si rasto aparente. De facto, não é de admitir que o homem primitivo, habitando em todas as regiões circunvizinhas (atente-se, pelo menos, nas «antas» da Cunha Baixa, Mangualde e Póvoa de Cervães) tenha desdenhado das terras de Cassurrães que, sob alguns aspectos, apresentam condições mais favoráveis à vida do que aquelas. No tempo dos romanos existem vestígios de duas estradas. Uma - a principal - irradiava de Viseu e, transposto o Dão, seguia por Fagilde, Roda, Mangualde (base do monte da Senhora do Castelo), Almeidinha, Senhora dos Verdes e Abrunhosa. Na Ponte de Cabra, tomando o rumo de Mérida (a magnífica capital da Lusitãnia), passava por Linhares, Misarela, Valhelhas, Belmonte, Caria, Idanha-a-Velha, Ponte de Alcântara e Cáceres, já em território hoje pertencente à Espanha. Era a «Estrada dos Almocreves» igualmente conhecida, entre as gentes da Serra, por «Estrada do Rei Herodes.
A outra (mais pròpriamente um ramal do que estrada), partia de Mangualde e ia entroncar, já no concelho de Gouveia, com a via imperial de Conimbriga à Guarda e Salamanca. Passava na Mesquitela - a velha «Calçada» - , Mourilhe e Contenças, galgando o Mondego na Ponte Palhez.
Com esta ligava a estrada velha de Contenças a Santiago - «estrada pública antiquíssima e muito frequentada que serve de trânsito do povo de Além Mondego» - , conforme se lê na acta da sessão da Junta da Paróquia de Cassurrães, de 18 de Agosto de 1879. Na Senhora de Cervães encontrava a via de Viseu a Mérida e dela dizia o Abade Agostinho Luís de Carvalho Freire e Vasconcelos, em 1758, que «por este sítio passa hua extrada muito ferquentada por dar passagem para muitas terras e virem passar o Rio Mondego a hua ponte Rial e principal do Rio chamada a ponte Palhez que della fallará quem mais vesinho for» (3). Em 1889, o Sr. Henriques Gomes, das Contenças de Baixo, comunicava ao director do jornal «O Novo Tempo» que no termo das Contenças, no sítio da «Rechã» e em propriedades suas e vizinhas, se encontravam muitos vestígios de uma antiga povoação, a saber, grandes muros de habitações e telha de rebordo (4). A confirmar-se tal facto e sendo a telha de rebordo um inequívoco testemunho de romanização, fica-nos a certeza da existência, na freguesia de Cassurrães de, pelo menos, uma «vila» ou um povoado onde se viveu, há perto de 2 mil anos, sob a influência e segundo os moldes da civilização da Roma Eterna.


NOTAS
(3) «Memória Paroquial de Santiago de Cassurrães» in vol. 9, n.º 45. Pg. 1223, na Torre do Tombo.
(4) Semanário de Mangulade de que era redactor o Dr. Alberto 0sório de Castro. A notícia é do n.º 2 de 27 de Outubro de 1889.
"

Escrito de Alexandre Alves na publicação de 1960 da “Família Paroquial” de Santiago de Cassurrães (nas edições nº 26 e 27, página 2).

Hoje, contráriamente à época em que estes escritos foram redigidos, sabe-se da existência de sepulturas antropomórficas na zona de Aldeia Nova, nomeadamente a necrópole das Quelhadas e as sepulturas na zona da ribeira de Marialva, bem como de outros achados incluindo artefactos em silex que bem atestam a humanização destas terras desde tempos imemoriais.

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Sábado, Junho 27, 2009

Garfield

Tínhamos acabado de chegar, estivéramos dois dias fora, o Garfield que ficou entregue aos meus pais, veio ao nosso encontro de rabo no ar entrelaçando-se às nossas pernas a ronronar. Mesmo antes de tirar as coisas do carro, demos-lhe o jantar no seu pratinho e contrariamente ao que era habitual (andava estranho à uns dias e sem vontade de comer) pediu mais e à terceira dose ficou satisfeito. Apareceu pouco depois a sua “namorada” que no entanto andava grávida de outro, e veio comer os restos deixados pelo Garfield e ele embevecido por ali ficou. Entrámos em casa mas o Garfield, desta vez, não quis entrar preferindo ficar a “namorar”.
Não sei muito bem o que se terá passado a seguir mas creio que foi mais ou menos assim:
Os meus pais que entretanto nos vieram receber, regressaram a casa e com eles a “namorada” do Garfield, que não sendo deles a têm acarinhado por lá. O Garfield que lhe andava sempre a arrastar a asa, mas que nada provava pois há por lá dois ou três gatos maus, mas mesmo maus que passavam a vida a massacrar o pobre Garfield que de tão manso se deixava bater por todos, terá se feito à estrada…
Estava na garagem e como é costume naquela estrada, oiço passar um carro a alta velocidade, já é hábito, existem por ali dois ou três aceleras que acham que a estrada entre Santiago e a Senhora de Cervães é uma pista… tudo seria normal, não fora ter ouvido um forte estalido!
Meu Deus, será que tudo se vai repetir? Pensei para com os meus botões, enquanto me dirigia à rua.
De facto, não se repetiu. Desta vez lá estava o Garfield estendido na noite, deitado de lado e ainda com o rabo a abanar. Aproximei-me, chamei por ele mas não respondeu… encolheu-se, virou grotescamente a cara para mim num esgar de sofrimento, esticou-se muito, tremeu… e morreu!

Também no mundo animal, a vida é efémera e não muito justa. O Garfield que não fazia mal a uma mosca, acabava ali tragicamente, no instante anterior estava alegre e saciado e no seguinte tudo estava acabado. Não é justo… mas é assim e ninguém foge ao destino, nem os animais!

Não sabemos quem foi, e para ser franco nem quero saber, mas deixo aqui um apelo a todos, principalmente a quem por ali passa inconscientemente a acelerar: E se um dia se depararem com uma criança na estrada ou com uma pessoa qualquer que a seguir a uma curva vai a atravessar a estrada e por muitos motivos não o pode fazer tão depressa quanto a velocidade do seu automóvel? Vão passar-lhe por cima sem sequer parar para ver o que fizeram? Não vão travar tentando desviar-se para preservar uma vida? Bem sei que acidentes acontecem, mas alguns, era possível evitá-los…

Foto CMatos
Garfield, não são só as pessoas que deixam saudades…

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Domingo, Junho 21, 2009

Comissão Administrativa

Foi finalmente encontrada uma solução para o vazio directivo da Associação Cultural e Desportiva de Santiago de Cassurrães. Depois de várias assembleias, eis que surge uma Comissão Administrativa com vontade de manter viva a associação durante pelo menos mais um ano (intervalo de tempo em que se manterá em funções a Comissão). Tendo como chefe de equipa o Sr. Artur Lopes, esta comissão tem para já de tentar resolver o problema do bar da Associação, pois são poucos os associados que se tenham disponibilizado para estar atrás do balcão mantendo-o em funcionamento.
De resto está aberto o caminho para que a associação continue na senda dos bons resultados e classificações no que ao futebol diz respeito, e às vitórias individuais e colectivas relativamente à pesca desportiva, aliás um dos grandes pilares desta associação e que demasiadas vezes passa despercebido devido à maior visibilidade do futebol.

Como os críticos do costume não se chegaram à frente, que não venham agora criticar e desfazer o que de bom se tenta fazer em prol de Santiago, voluntáriamente, com o melhor que se sabe e pode.

Um bom trabalho a todos, e votos de grandes vitórias e conquistas.

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Sábado, Junho 13, 2009

Notas históricas de Cassurrães

Santiago de Cassurrães e suas origens

Foto Santiago On-Line
O Dr.Alexandre Alves publicou no jornal da Paróquia de Santiago ao longo de 1960 um artigo intitulado “Notícias Históricas de Cassurrães” que segundo o próprio “…formará uma como que pequena monografia das terras de Cassurrães, na qual muitos dos seus filhos virão encontrar motivos de desvanecimento e, em consequência, mais revigorados sentirão o amor pela terra que lhes serviu de berço.”

Ao longo do tempo aqui deixarei alguns trechos desse longo e exaustivo trabalho, começando precisamente pelas linhas onde fala sobre a origem desta freguesia e de alguns dos nomes dos lugares. A transcrição é o mais fiel possível, incluindo algumas palavras que hoje já não existem ou se escrevem de maneira diferente.

"… em 1.102, o conde D. Henrique e D. Teresa concedem carta de foral aos moradores das terras de Zurara, contando-as em 1.500 módios. Todas as populoções entre o Dão e o Mondego, Penalva e o ribeiro de RiaI deviam «responder» a Zurara com foros e com serviços, segundo naquela carta se continha. Não é de repugnar que, quando da concessão do foral, existissem já as terras de Cassurrães, por isso que são antiquíssimos os nomes dos lugares que formam a freguesia. Num documento de 906 (uma composição entre os bispos de Coimbra e de Iria sobre a igreja de Águas Santas da diocese de Braga) depara-se com um «… agro de CONTENSA medio…» (2). Leite de Vasconcelos escrevia CAÇORRÃES (in «O Arqueólogo Português», vol. XXII) e justificava tal grafia socorrendo-se de documentos séc. XI mencionados no «Onomástico» de Cortezão e nos quais se vê, claramente, CAZORANES. Perfilhamos, incondicionalmente, a opinião do Mestre, opinião confirmada, pelo menos, nas «Inquirições» de 1.258 onde se escreveu, indiferentemente, CAÇURRAES e CAZURRAES. Este topónimo resultou do nome de um primitivo possuidor da terra, embora o Dr. Pedro Augusto Ferreira, Abade de Miragaia, tenha pretendido atribuir-lhe (bem pouco engenhosamente, acrescenta-se) uma origem um tanto insólita (3). Diz Fustel de CouIanges (4) que já entre os romanos era costume «dar a cada domínio rural um nome próprio, tirado quase sempre do nome de uma pessoa». Facto semelhante se verifica quanto à origem de «CASAL MONDINHO»: no «Livro de Mumadona» — ano 924 — entre várias testemunhas, figura um Uistremiri MONDINI e, num diploma do ano 925 (doação de parte de um prédio rústico perto do Rio Paiva) também se nos depara, atestando, outro MONDINU. Já o mesmo se não pode dizer de FUNDÕES, nome que, é evidente, foi uma consequência da situação do Iugar: povoação colocada num plano inferior ao dos aglomerados populacionais circunvizinhos. Finalmente, a comprovarem a primitiva rudeza da região, nomes de acentuada reminiscência medieval como, entre outros, os de «CERVÃES», «VALE DO PORCO», junto às Contenças de Cima e «COVA DO LOBO», no termo das Contenças de Baixo.

NOTAS:
(2) Em Rio de Onor, povoação raiana da província de Trás-os-Montes, passa o rio Contensa. Nas «Liss. Cronológicas» de J. P. Ribeiro — voL 3.º, pg. 184, refere-se um documento em que Egas Afonso vende ao Mosteiro de Salgadas umas pesqueiras na CONTENSA e no rio Douro.
(3) No 3.º voL., pg. 250, da «Tentativa Etymologico—Toponymica»: «Cassurrães por Cassurrões. — De cachorrões, grandes cães?...» — pergunta o Abade de Miragaia.
(4) Cit. de H. Gama Barros, em «História da Administração Pública», vol. IV, p. 36."

Escrito de Alexandre Alves na publicação de 1960 da “Família Paroquial” de Santiago de Cassurrães (edição nº 29, página 2).

Um agradecimento especial ao Dr. Pedro Pina Nóbrega (Arqueólogo / Historiador) que generosamente me fez chegar estes preciosos documentos.

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Domingo, Maio 31, 2009

Salvar a terra?

Foto CMatos
Estava eu um destes dias entretido a ler um livro de Paulo Coelho "O vencedor está só" quando me deparei com estes parágrafos que aqui transcrevo:

«Como podemos ser tão arrogantes? O planeta é, foi e será sempre mais forte que nós. Não podemos destruí-lo; se ultrapasarmos uma determinada fronteira, este encarregar-se-á de nos eliminar por completo da sua superfície, e continuará a existir. Porque não começam a falar em "não deixar que o planeta nos destrua"?
Porque "salvar o planeta" dá a sensação de poder, de acção, de nobreza. Ao passo que "não deixar que o planeta nos destrua" é capaz de nos levar ao desespero, à impotência, à verdadeira dimensão das nossas pobres e limitadas capacidades.»

É verdade que não passa de um livro, de um romance, mas de facto há aqui alguma coisa de verdade em tudo isto. Há muita gente hoje que a coberto da salvação do planeta vai fazendo campanhas, angariando fundos, adquirindo prestígio, notabilidade, quiçá enrriquecendo... mas se calhar as coisas estão colocadas ao contrário! É que pela nossa acção, não estamos de facto a por em causa a continuidade ou não do planeta Terra, mas sim a continuidade ou não da Vida, (humana ou não) da face da Terra.

Nós não temos de mudar os nossos hábitos para proteger a natureza, o ambiente... a Terra. Temos de mudar para que a Terra nos proteja... isso sim!

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Terça-feira, Maio 26, 2009

Mudança de Casa

Por motivos que me são alheios, o servidor onde estava alojada a página "Santiago-Online" foi aos ninhos de cuco como dizem cá pela minha terra. Como tal tive de mudar de casa e a página está agora instalada num outro servidor.

Assim, quem antes acedia à página através do endereço "santiago-online.planetaclix.pt" pode continuar a fazê-lo tranquilamente já que as ligações foram repostas, quem acedia por "freehost19.websamba.com/santiagoonline" tem de mudar para o novo endereço que é "users5.titanichost.com/santiagoonline" no entanto e como este servidor é gratuito e não tenho qualquer controle quanto à sua continuidade por muitos e longos anos (o que efectivamente espero) devem alternativamente usar para aceder à página, caso queiram claro, o endereço "santiago-online.planetaclix.pt". Este é um endereço que não mudará e que o levará sempre a Santiago ainda que de uma forma virtual...



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Sábado, Maio 16, 2009

Ao serviço dos idosos...

O Centro Social de Santiago de Cassurrães, concelho de Mangualde, foi presenteado na tarde do dia 14 de Maio com material de apoio médico, uma oferta que ronda os 1500 euros em material dado por uma instituição bancária. Esta foi a primeira instituição de solidariedade social do concelho a ser contemplada por este tipo de apoio que vai permitir um melhor trabalho junto dos cerca de 100 idosos que frequentam o centro.
O motor de sinais vitais recebido vai permitir, em tempo real e em simultâneo, “a obtenção da monitorização cardíaca, a frequência respiratória, a tensão arterial e a temperatura tendo a mais-valia de ser facilmente transportado” como referiu Joaquim Monteiro, enfermeiro da Instituição Social.

Imagem e texto retirados do site "Mangualde On-Line". Para ver a notícia completa clique aqui.

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Domingo, Maio 10, 2009

Normalidade...

Hoje fui matar saudades ao adro da Senhora de Cervães. Sentei-me um pouco no meu cantinho à sombra do Castanheiro “do Diabo” e fiquei um pouquinho a respirar todos aqueles aromas. Por um momento apenas senti-me voltar aos meus 14 anos, mas não tive coragem de subir…
Foto CMatos
O muro que a árvore derrubou já está de novo no sítio (e desta vez não se cometeram atentados ao património como estes aqui), agora só falta mesmo a pequena árvore crescer e ser feliz no seu cantinho.
Foto CMatos

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Segunda-feira, Maio 04, 2009

Eleições...

Realizou-se a 2 de Maio mais uma Assembleia Geral da Associação Cultural e Desportiva de Santiago de Cassurrães (a terceira) para tentar eleger nova direcção para a colectividade. Até agora nenhuma lista se apresentou a votos e a actual direcção (em principio) não se recandidatará.
Será que não há gente capaz de dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido pela actual direcção e todas as anteriores, ou será mais fácil estar do lado de fora, criticando os corajosos que aceitam dar o seu melhor em prol da associação, numa de bota abaixo mas sem coragem e arte para fazer melhor?
É triste ver que nestas assembleias, onde se decide o futuro da colectividade, aparecem sempre os mesmos, aqueles que de uma forma ou outra contribuem para manter de pé a associação, retirando muitas vezes tempo às famílias e só não fazendo melhor porque não sabem. Aqueles que criticam e têm sempre o dedo pronto para apontar, deveriam agora dar a cara e dizer: - Nós somos capazes de fazer melhor, e por isso estamos aqui para assumir as rédeas.
Caso contrário, não terão moral depois para criticar o que quer que seja… se entretanto houver alguma coisa para criticar!
Uma nota negativa também para os membros eleitos da Assembleia e do Concelho Fiscal que têm primado pela ausência, não dando o melhor exemplo. Nesta última Assembleia Geral, apenas o presidente da Assembleia e um representante do Concelho Fiscal estiveram presentes. Por onde andam os outros?
Vamos unir esforços, e tentar encontrar uma solução para este impasse, sob pena desta associação vir a desaparecer.

Nova Assembleia está marcada para daqui a 15 dias, mais concretamente para o dia 16 de Maio de 2009 pelas 21 horas, na actual sede da Associação.

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Quarta-feira, Abril 29, 2009

Incêndio no Balteiro

Seriam 19 horas e 30 minutos quando foi dado o alarme de incêndio. Uma habitação estava a arder no lugar de Balteiro (perto da Senhora de Cervães), freguesia de Santiago de Cassurrães. Quando os Bombeiros chegaram, já pouco havia a fazer, pois a habitação de construção bastante antiga, já estava completamente tomada pelas chamas e bastante destruída devido ao rebentamento de uma botija de gás.
Foto CMatosFoto CMatosAo que sei, na casa agora destruída, vive o Sr. Joaquim, que neste momento se encontra a trabalhar no estrangeiro a labutar pelo seu sustento, não havendo por isso vitimas a registar. No entanto todos os parcos haveres deste senhor se perderam. Para agravar a situação, e como uma outra casa habitada por familiares está em obras, tinham passado alguns móveis e electrodomésticos para a casa agora destruída, estando tudo agora reduzido a cinzas.
As causas desta tragédia estão ainda por apurar, mas, segundo a filha que estava na casa ao lado, o fogo terá começado na cozinha na zona da chaminé. Cabe aos bombeiros e à GNR presente no local averiguar o que ao certo se terá passado.
Foto CMatosO que se sabe ao certo é que o Sr. Joaquim perdeu a sua casa e todos os haveres que nela se encontravam. Uma família de parcos recursos que necessita ser ajudada. Está já a pensar-se efectuar um peditório pela freguesia, à semelhança do que foi feito há anos em caso análogo, pelo que aqui apelo à generosidade de todos, muito embora esta época de crise que vamos atravessando a isso não ajude. Um grupo de pessoas está a organizar-se no sentido de se efectuar um peditório que reverterá em favor do Sr. Joaquim para minimizar as perdas desta tragédia.
Para quem desejar mais informações, se queira juntar a esta causa, ou queira desde já contribuir com dinheiro ou géneros pode para já contactar para o Email (carlos_matos10 [arrouba] hotmail.com) ou telefonar para o 966 461 822
Em breve se disponibilizarão mais contactos... e se darão mais desenvolvimentos, se os houver!

Outras notícias e vídeos sobre o caso poderão ser consultadas no site do Mangualde On-Line ou no site da Dão-TV.

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Domingo, Abril 26, 2009

Barca D'Alva - La Fregeneda

Depois de há uns anos (ainda escuteiros no activo) termos feito o percurso de Barca d'Alva ao Pocinho pela linha do Douro entretanto abandonada, que o troço Barca D'Alva - La Fregeneda ficou no horizonte. Muitos projectos depois (alguns até com data marcada mas abortados pelo mau tempo) o 25 de Abril foi marcado e nem as previsões de chuva nos demoveram.
Uma aventura fantástica feita em família em que até a mamã Susana de 6 mesinhos não quis falhar. Partimos no fim-de-tarde de 24 com destino a Barca D'Alva e passagem por Almeida para aconchegar o estômago. Após o Jantar tempo para visitar Almeida e nada melhor que uma cachezita para desgastar. Como não marcámos devidamente o "Hotel", ao chegar já estava com lotação completa pelo que tivemos de procurar alternativas. Visitámos 4 ou 5 "albergues", mas nenhum reunia o consenso, até que encontrámos finalmente a nossa "suite" num local com vistas privilegiadas. O alpendre da desactivada escola primária, ainda assim, partilhada com a passarada aí residente. Depois do alívio era necessário "montar" as camas e por entre muita algazarra fazer os preparativos para a deita. Eram umas 02:00 da manhã quando finalmente fomos vencidos pelo cansaço e pelo sono, depois de um delicioso chá para os mais resistentes.
A madrugada veio a correr, e pelas 07:00 da manhã já imperava a boa disposição. Pequeno almoço tomado, paga a conta na recepção, mochilas às costas e pé na linha, com destino a Fregeneda. É pena o estado de abandono das antigas instalações da estação, (das mais importantes de Portugal na sua época) apeadeiros e pontes, após a sua desactivação em 1985, mas foi engraçado rodar a antiga plataforma ainda funcional que permitia voltar as locomotivas e/ou direccioná-las para as respectivas cochias onde eram reparadas. Passada a 1ª ponte e o 1º túnel, testados os nervos e os receio (principalmente das alturas) todos ficaram mais confiantes, mas depois os medos e suores voltaram pois as pontes seguintes encontram-se consideravelmente mais degradadas, com as passagens em madeira praticamente inutilizáveis tendo que se recorrer aos parcos 30 cm das vigas em aço. O percurso é fantástico, recheado de surpresas, mas sem dúvida a sequência de túneis e pontes depois do túnel nº 5 até ao final do nº 2 são os mais incríveis, com as águias a pairar lá no alto e o chão a dezenas de metros lá em baixo com o murmurar do Águeda como companhia e as pernitas já acostumadas às alturas. O túnel nº 6 tem uma abertura a meio que se assemelha à porta do paraíso, dali se desfrutando uma paisagem fantástica e uma paz profunda. Na memória fica a amizade e camaradagem, a brisa suave, o sol reconfortante, as vertigens ultrapassadas, o ninho da águia com o seu ovo, o voo das andorinhas das rochas, a enorme colónia de morcegos e o monte de excrementos na linha que atinge quase o metro de altura, um túnel interminável, a boa disposição e tantas outras coisas boas.
Este é um pequeno paraíso e uma magnífica obra de engenharia. Em 17 Km de linha existem 20 túneis, um dos quais com cerca de 1.700 metros, e 13 pontes, uma delas em curva e outra com cerca de 70/80 metros de altura. Pena é tudo isto estar abandonado e em elevado estado de degradação.
Ficam as fotos para mais tarde recordar (Clique para ver Slideshow - Fotos CMatos):
24 e 25 de Abril de 2009

Os participantes: Carlos, Zeza, David, Marta, Sara, Lopes, Pedro, Susana, Vítor, Susana+"Joana", Tina, Paulo.

Um obrigado a todos, pela companhia, pela boa disposição, pela camaradagem e pelos bons momentos proporcionados. Fica a pergunta: Quando e onde a próxima aventura?

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Segunda-feira, Abril 20, 2009

VI Peregrinação

«… peregrinar é uma forma de procurar, de avançar, de olhar o horizonte essa linha onde a Terra e o Céu se tocam. Peregrinar é empreender uma viagem. É também uma forma de olhar para dentro. Peregrinar é uma atitude tão antiga quanto a existência do Homem. Todas as grandes religiões consideram a peregrinação como uma via de conversão desde que empreendida com inquietação e espírito de busca.
A peregrinação a pé sempre foi a forma mais comum de peregrinar, uns para cumprirem uma promessa feita em momentos de angústia, mas cada vez mais pelo simples e profundo desejo de percorrer um caminho, com algum esforço físico e psíquico, superando dificuldades, aproximando-se a cada passo do lugar desejado, sempre mergulhado no silêncio, pelos campos, olhando para longe e para dentro de si mesmo.»

Estas são as primeiras palavras impressas no livrinho da "VI Peregrinação - Maria, Sim Total" que acompanhou cada um dos peregrinos deste ano. Um grupo pequeno, constituído maioritariamente por Senhoras, mas muito coeso, alegre e forte. A Peregrinação 2009 ficou marcada pela chuva, muita chuva, mas também pela ausência de bolhas ou outras lesões de grande monta o que proporcionou uma das melhores médias horárias. Há sempre uma ou outra história que marca estes dias, recordo-me do "Spray milagroso", da "Cabra", e este ano ficará na memória o caso da "Franguita e do Franguito".

Para além das memória de cada um, ficam também as fotos que mais tarde se converterão em vídeo, para ver e recordar em família. Eis algumas:

Capa do Livro
(A capa do Livro)

Foto CMatos
(A chuva, elemento sempre presente)

Foto CMatos
(A grupo em frente à Capelinha. Em pé, da esquerda para a direita: Zéza, Carlos, Alice, Alzira, Albertina, Paula. Baixado: Marco)

Para trás ficaram 169 Km, mais de 36 horas de caminhada a uma média de 4,55 Km/h. Cerca de 8 horas por dia repartidas entre as 06:00 h da manhã e as 05:00 h da tarde.

Aqui fica também um agradecimento público ao Seminário Maior de Viseu pela cedência da Carrinha para o apoio, e aos B.V. de Carregal do Sal e Penacova e Agrupamento 674 de Pombal (C.N.E.) pela cedência das instalações para pernoita e banhos. A todos o nosso muito obrigado!

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