O meu cantinho!...

Não sou Poeta, não sou Professor, não sou Engenheiro e muito menos Doutor. Sou alguém que aprendeu a ser o que é, porque um dia me disseram que na vida o que realmente importa é ser eu próprio, confiar nos sentimentos e respeitar o que nos rodeia, ...as pessoas e ...o Mundo!

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terça-feira, março 31, 2009

Doaa Khalil Assouad

Doaa Khalil Assouad, nascida no Iraque em 1990 foi assassinada a 7 de Abril de 2007 com apenas 17 anos. Pertencia à minoria religiosa “Yézidis” e foi linchada pelos membros da sua comunidade e da sua família, apenas porque amava um muçulmano. Era sua vontade casar-se com um muçulmano da mesma idade dela e de se converter ao Islamismo, e isso não foi aceite pela comunidade “Yézidi”.
Fugiu e escondeu-se durante algum tempo em casa de um “imam” com o seu marido, mas a polícia encontrou-a e convenceu-a a voltar para a comunidade e família dizendo-lhe que estes a tinham perdoado. A realidade era outra, e a polícia sabia… sendo cúmplice no seu linchamento público.
A sua morte foi filmada por diversos telemóveis e difundida pela internet, tornando-se hoje um dos vídeos mais vistos da história da internet.
Após ser pontapeada durante longos minutos, um homem atira sobre a sua cabeça um grande bloco de pedra e logo um outro repete o gesto contra a sua face. A polícia estava presente e não interveio alegando tratar-se de um crime de honra.

Depois veio a revolta e a vingança…

A 22 de Abril, milicianos islamitas bloquearam um minibus perto de Mossul, libertaram os Kurdos e os Árabes (Chiitas, Sunistas e Cristãos) prendendo 23 passageiros “Yézidis” que fuzilaram contra um muro.
A 14 de Agosto de 2007, 4 camiões cisternas explodiram a alguns minutos de distância de “Qahtaniya”, “Al-Jazeera” e “Tell Uzair”, localidades “yézidis” próximas de “Sinjar”. Estes atentados fizeram mais de 500 mortos e 1000 feridos, sendo dos atentados mais mortíferos depois do 11 de Setembro de 2001 e não foram reivindicados.
(Esta é uma tradução pessoal do texto original em Francês, mais abaixo reproduzido na íntegra.)

video

(Aviso desde já, que este vídeo contém imagens MUITO, MUUUUITO FORTES, desprovidas de qualquer humanismo. Se é impressionável, não veja! Eu não consegui ver até ao fim!)

Este é o respeito que certas religiões tem pelas mulheres, aliás já bem retratado aqui neste blogue no post “Queimada viva” onde falo sobre o livro com o mesmo nome. É certo que há sempre excepções à regra e que nem todos serão fanáticos a este ponto, mas a grande maioria …
Se quiser ver o vídeo na íntegra onde se prova, por exemplo, que a polícia estava presente, clique aqui (terá que se registar, mas é gratuito e fácil, ou então através de um pequeno truque: já na página, por baixo dos links em código clique em “personalizar player...” e poderá ver mais em baixo o vídeo (como eu fiz)).

“Doaa Khalil Assouad (دعاء خليل أسود) est née en Irak en 1990 et est morte le 7 avril 2007. Assouad appartennant à la minorité religieuse Yezidis, fut lynchée par les membres de sa communauté, dont des membres de sa famille, parce qu'elle aimait un musulman.
Venant de la communauté yézidi (communauté de paiens minoritaires au kurdistan irakien, melangant paganisme, islam judaisme et christianisme) sa volonté de se marié avec un musulman du meme age qu'elle et de se convertir a l'islam ne fut pas accepté, elle se cacha pendant un temps chez un imam avec son maris. La police la retrouva et la pria de retourner chez elles, lui jurant qu'elle avait été pardonné, mais c'etait tout le contraire, et ce avec la complicité de la dite police.
Ce meurtre fut filmé par des téléphones portables et diffusé sur Internet. Il est aujourd'hui un des documents les plus regardés de l'histoire d'internet.
Après avoir reçu des coups de pieds pendant de nombreuses minutes, un homme jette sur la tête d'Assouad une pierre, puis un autre lui fracasse une pierre sur le visage. La police, présente, n'est pas intervenu car il s'agissait d'un crime d'honneur.
Le 22 avril, des miliciens islamistes ( dont on ne savait pas si ils sont des chiites ou bien sunnites et on ne connait pas l'apppartenance) arrêtent un minibus près de Mossoul. Ils font descendre les Kurdes, les Arabes (Chi'ites, Sunnites et Chrétiens) et gardent les 23 passagers yezidis. Ils seront fusillés contre un mur. Le 14 aout 2007, quatre camions-citernes explosent à quelques minutes de distance à Qahtaniya, Al-Jazeera et Tell Uzair, villages yézidis proches de Sinjar. Ces attentats font plus de 500 morts et 1000 blessés, et sont à ce jour les attentats les plus meurtriers après ceux du 11 septembre 2001. Ils n'ont pas été revendiqués.”

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